Convite para evento aberto

O dia 26 do evento acima terá como tema Grandes eventos, Sustentabilidade e Legado. Nesta ocasião eu estarei participando conforme a programação abaixo:

Maiores detalhes sobre o evento estão disponíveis no site do jornal  O Globo que você pode visitar clicando aqui.

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Contra a SOPA nos EUA, no Brasil, na China e em qualquer lugar!

Sou usuário diário da Wikipedia. Inclusive faço doação — modesta! — para que ela fique lá , firme, forte e sendo desenvolvida sem-fins-lucrativos por uma multidão de colaboradores anônimos. Mas hoje o site da Wikipedia vai estar em blackout. Por quê? Em protesto porque estão querendo passar uma lei nos senado do EUA chamada SOPA (Stop Online Piracy Act).

Sob o argumento de proteção de direitos autorais e empregos estão tentando coibir aquilo que costumamos a achar de graça e que está transformando a globalização em cosmopolitização das pessoas. Essa é uma perigosa iniciativa que pode ser replicada com variações em vários países pelo mundo afora e que atenta contra a cidadania global.

Existem certas coisas que não podem ser privatizadas. São os commons. Como o ar, a água, as palavras, as ruas, os oceanos. Com a implementação do SOPA a informação e o conteúdo que se transformam em commons digitais serão muito mais restritos do que já nos acostumamos.

Hand off! Políticos a serviços de lobbies: não pensem que vão colocar o gênio para dentro da garrafa sem a oposição de um magnífico movimento mundial de ativistas cidadãos.

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Porque Amsterdam é uma de minhas mais queridas cidades!

Ou Como os holandeses conseguiram suas ciclovias!

Adoro a forma de urbanismo e cultura urbana que a Holanda como um todo desenvolveu, em especial depois dos anos 80. Amsterdam é uma de minhas cidades favoritas em todo o mundo. Ali uma das coisas que mais me encanta é o fato de poder me deslocar sem depender de automóvel. Em minhas estadias naquele país sempre uso a bicicleta como meu meio de transporte principal em integração com transporte público.

Nunca me esqueço de fato acontecido em Amsterdam, em julho de 2005, quando cheguei  no QG mundial da Philips para reunião agendada com a vice-presidente mundial de marketing, quando tive a casualidade de me encontrar com a referida executiva estacionando, como eu, a sua bicicleta no bicicletário da empresa. Difícil imaginar isso acontecendo por aqui, não?! Cool

A maioria das pessoas acredita que essa cultura urbana holandesa, de mobilidade civilizada e mais sustentável, na qual você coloca via de regra o uso cotidiano do carro no final das suas opções, depois do transporte público e da bicicleta, sempre foi assim. Engano puro!

Nos anos 70 as cidades holandesas eram tão intoxicadas de tráfego motorizado individual quanto as nossas de hoje em dia. O que fez acontecer uma mudança tão radical?

Foi uma cadeia de acontecimentos e inovações que começou pela agitação produzida por ativistas sociais. Verdade! Se eu pudesse colocar o espírito de inovação e mudança na forma de sequência de implicações, colocaria da seguinte forma:

Ativismo social ==> vontade política ==> planejamento ==> infraestrutura ==> legislação ==> mercado de estacionamento e transporte público==> Cidade mais Sustentável e mais Qualidade de vida!

O que aconteceu na Holanda pode ser uma inspiração para a gente pensar fora da caixa em como transformar as nossas engarrafadas cidades. Deixe de lado o ceticismo e o cinismo e dê uma olhada nesse vídeo aí em cima!

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Você faria já o sequenciamento de seu DNA por mil dólares?

 

Uma maquininha praticamente do tamanho de uma impressora; vem dotada de um chip especialmente projetado para a tarefa de sequenciar o DNA; tem preço final de menos de US$200 mil; acaba de ser apresentada pela Life Technologies ao mercado. Isso vai permitir um aumento exponencial dos exames de sequenciamento de DNA pelo mundo afora, pois tornará este exame possível de ser feito em menos de 24 horas a um custo de US$1 mil dólares per capita.

A Life Technologies não está sozinha nessa corrida e várias outras empresas concorrentes se preparam para colocar produtos similares no mercado. Isso vai significar uma queda acelerada do custo do exame de sequenciamento de DNA e, consequentemente, uma massificação semelhante deste tipo de exame como aconteceu com o ultrassom para pré-natal. Hoje você pode ser tradicionalista e não querer saber o sexo do bebê na hora do ultrassom, mas nenhuma parturiente deixa de fazer esse exame.

Será uma opção vantajosa para quem teve problemas de morte na família de males que são probabilisticamente hereditários, como vários tipos de câncer, doenças degenerativas, etc. Quanto antes você fica sabendo das chances de desenvolvê-las, mais rápido pode tomar providências que signifiquem cura ou estender a sobrevida de maneira significativa. por exemplo, uma moça que está na terceira geração de mulheres que tiveram câncer de mama ganha muito se fizer o mais cedo na vida os exames preventivos.

Entretando tem o outro lado da moeda: o sequenciamento do seu DNA pode queimar o seu filme junto a seguradoras de saúde, junto a possíveis empregadores, e quem sabe até prejudicar futuros relacionamentos afetivos. Um bebê que tem seu DNA sequenciado na maternidade pode sofrer um monte de problemas ao longo da vida se seu DNA se tornar público!

Os primeiros ecos dessa discussão estão no Financial Times de hoje em matéria que você pode ler clicando aqui.

Essa é uma discussão tremenda que está só começando e que ninguém vai deixar de ter opinião, seja mais cedo seja mais tarde. E você?

 

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Visão conceitual de futuro próximo segundo Microsoft e Nokia

 
Uma parte considerável de meu trabalho consiste em ajudar as pessoas em empresas e organizações a “pensar fora da caixa”. Nesse contexto meus workshosp e serviços consultivos procuram dar uma saculejada na letargia e na visão curto-prazista que costuma acometer diversos ambientes corporativos. Podem crer que a cobrança por metas de performance e desempenho elevados, mesmos nas melhores e mais festejadas empresas, cobra um preço muito alto. Na busca de cumprir suas metas as pessoas muitas vezes se sentem como se tivessem suas cabeças enfiadas dentro de uma caixa.

Em meus workshops e atividades participativas-colaborativas para estimular a “pensar fora da caixa”, costumo apresentar material produzido por outras empresas que ilustra suas visões conceituais de futuro. Essa visão é mais uma espécie de “futuro desejável” por parte da empresa do que uma predição ou profecia. É o futuro que a empresa identifica como o que ela vai buscar criar com seus produtos, serviços e soluções.

Procuro usar esse tipo de material sempre de forma muito crítica. Alguns são bem legais; outros me apavoram; outros são meio sinistros; muitos são concepções assépticas. De qualquer forma não deixam de ser interessantes como provocação no começo de um exercício de “pensar fora da caixa”!

Aqui neste post trago dois vídeos desse tipo de material. O vídeo acima foi produzido pela Microsoft e delineia aspectos do cotidiano daqui a 5-10 anos segundo a ótica da MS. O vídeo abaixo é a visão conceitual de futuro da Nokia.

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A mina, a fábrica, o escritório e o novo local de trabalho segundo Apple e Google

Enquanto Apple acelera a construção do seu QG na Califórnia, Google exibe como é sua nova sede em Londres. Ambas iniciativas identificam o local de trabalho como um clube em formato de nave espacial, cheios de espaços onde se pode relaxar. O que quer dizer isso?

O que fica claro nos dois casos é a intenção das empresas, as mais identificadas como a vanguarda da Economia do Conhecimento, de criar um novo meio ambiente para atrair e reter os talentos considerados como a elite da Knowledge Society.

Tanto a direção da Apple quanto do Google estão consciente que chegou o momento de investir não apenas na inovação de seus produtos, mas também inovar o meio ambiente onde suas pessoas se encontram para produzir riquezas. É, sem dúvida, uma tentativa de demarcar uma ruptura com a imagem que as pessoas cultivam acerca do local de trabalho nos últimos duzentos e cinqüenta anos, desde o começo da Revolução Industrial e que é sintetizada em três ícones: a mina, a fábrica e o escritório.

Nesse curto espaço de tempo em que o local de trabalho deixou de ser a própria casa ou a fazenda, a mina tornou-se o símbolo por excelência da escravização do ser humano, condenado passar a maior parte de sua existência embaixo da terra. A fábrica, a despeito de sua modernidade técnica, como mostrou Charlie Chaplin em Tempos Modernos acabou estigmatizada como o locus da desumanização do indivíduo. O escritório, por sua vez, apesar dos confortos materiais que representam uma evolução gigantesca em relação à fábrica e à mina, acaba hoje visto de maneira caricata: é o lugar onde vamos  para cumprir metas e não exatamente para pensar e criar, verdadeiros objetivos do trabalho na Economia do Conhecimento.

Todas as empresas deverão seguir a tendência apontada por Apple e Google. Se quiserem de fato atrair e reter talentos. Porém maiores desafios se colocam com urgência como uma agenda de inovação que não é apenas das empresas. Temos de reinventar nossas cidades e nossos estilos de vida. Estarão aí grandes inovações que precisamos ousar fazer acontecer. Sem isso as empresas serão como castelos e mosteiros medievais: inorgânicos e desconectados da vida real da imensa maioria das pessoas. Google e Apple apontam parte da solução. A parte mais difícil está em nossas mãos.

Mais imagens do novo QG da Apple? Clique aqui. Da nova sede do Gloogle em Londres? Aqui!

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Energias renováveis em crescimento exponencial em 2010

No momento em que as discussões promovidas pela ONU sobre mudança climática estão emperradas, os investimentos mundiais em 2010 em energias renováveis para gerar eletricidade superaram pela primeira vez os feitos em combustíveis fósseis. De acordo com Bloomberg New Energy Finance foram US$187 bilhões alocados para gerar eletricidade através de fontes renováveis (vento, sol, ondas e biomassa) e US$157 bilhões na matriz velha e insustentável representada por gas natural, petróleo e carvão. A matéria completa pode ser lida clicando aqui.

A tendência de crescimento das energias renováveis já se configura como uma forma exponencial. E você sabe que com forças que são descritas matematicamente pela tal exponencial não se brinca… É só ver o que acontece com o endividamento quando o mesmo é na base do juros sobre juros!

É uma pena que aqui no Brasil estejamos tão absorvidos com a discussão do pré-sal. Essa miopia estratégica pode nos custar muito caro em termos de acertar o passo para realizar a transição em direção à nova era da economia de baixo carbono que está nascendo. Olhe os gráficos abaixo e veja bem como estamos atrasados nessa corrida.

A Idade da Pedra não acabou por falta de pedra. A era dos combustíveis fósseis vai seguir essa lógica.

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Não pare no meio. Assista até o fim para entender!

Essa é uma das razões porque o meu próximo livro — o sexto! — já está sendo escrito para ser lido diretamente no tablet.

Não se preocupe! Quem quiser a versão em papel terá disponível.

Independente do formato, continuo sendo um autor que cria conteúdo. Só que tenho mais recursos para contar minha história e as pessoas mais opções de formatos de mídia, preços mais baixos, distribuição on the spot.

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Palestra aberta em SP pro pessoal da fac

Como consultor, minhas palestras e workshops acontecem como eventos fechados contratados por empresas. Mas, como autor, gosto de realizar pelo menos uma palestra anual para a turma que ainda está na faculdade. Ainda dá tempo de se inscrever para essa no CIEE/SP. Os primeiros trezentos ainda levam um livro meu de presente! Cool

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Harvard também produz bobagens!

Me enviaram recentemente uma publicação de um dos centros de pesquisa de Harvard intitulada pomposamente Atlas da Complexidade Economica. O subtítulo é mais pomposo ainda: mapeando os caminhos da prosperidade.

Desci o calhamaço da internet e logo confirmei aquilo que eu esperava e que outro economista, John Kenneth Galbraith, eterno crítico dos próprios colegas dizia: “a economia é um bom meio de arranjar emprego para os economistas“.

Com base em dados e series históricas macroeconomicas que chegam até a beirada da crise iniciada em 2008, um montão de Ph.D.s de primeira linha preenche quase 400 páginas com aquilo que eles julgam substancial para tomada de decisão ao longo da década até 2020. Mas na tal complexidade eles foram capazes de incluir nenhum cenário sobre o caminho em direção ao abismo que Europa e que, provavelmente até os EUA, stão se encaminhando.

Um belo exemplo de como os economistas não conseguem acertar nenhuma previsão que saia fora de variações incrementais. A economia, da mesma forma que a psicanálise, vai sendo cada vez mais ideologia e menos ciência.

O link da publicação está aqui. Pode baixar para constatar. Mas – no duro! – não atende nem as necessidades de quem administra um negócio nem qualquer instância de governo. E que prova cabalmente que mesmo Harvard, com todo seu prestígio, produz bobagens e desperdiça dinheiro.

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